Artigo destaca a ouvidoria como instrumento de humanização no serviço público
Como tornar o serviço público mais humano, acolhedor e comprometido com as pessoas? Essa é a questão que orienta o artigo "Ouvidoria como instrumento de humanização no serviço público", de autoria da professora Cristina Ayoub Riche, presidenta do Fórum Nacional de Ouvidorias Universitárias e dos Hospitais de Ensino (FNOUH).

Publicado originalmente na Revista Científica da Associação Brasileira de Ouvidores/Ombudsman (Ano 6, nº 5, 2022), o estudo propõe uma reflexão sobre o papel das ouvidorias na construção de instituições mais éticas, acessíveis e voltadas à promoção da cidadania e dos direitos humanos.
Ao longo do artigo, a autora defende que as ouvidorias são instrumentos de humanização do serviço público, capazes de fortalecer a participação cidadã, mediar conflitos, promover a cultura do diálogo e aproximar o Estado das pessoas por meio da escuta qualificada.
O texto também desenvolve conceitos inovadores, como a compreensão da ouvidoria como um direito de quarta geração e a ideia de que o trabalho da pessoa ouvidora exige uma combinação entre técnica e arte.
A partir de referências da filosofia, da bioética, da comunicação não violenta e dos direitos humanos, Cristina Ayoub Riche sustenta que competências como empatia, compaixão, ética e mediação são essenciais para uma gestão pública mais eficiente e verdadeiramente comprometida com a dignidade humana.
Segundo a autora, fortalecer as ouvidorias significa investir em uma cultura institucional baseada na confiança, no diálogo, na prevenção de conflitos e na construção de soluções cooperativas para os desafios da sociedade contemporânea.




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